segunda-feira, 4 de março de 2013

O QUE EU FAÇO? MEU FILHO ESTÁ MORDENDO
 
Isabel Cristina Hierro Parolin

em 25. mai, 2009 por Equipe ECA (ESCOLA DA CRIANÇA ATIVA) em Artigos

Essa pergunta normalmente é feita por pais que têm um filho que morde e pela professora que deve administrar essa situação em sala de aula, sem falar na reação dos pais que têm o filho mordido, os quais também não sabem como agir.

Morder faz parte do desenvolvimento de uma criança e é aceitável entre 1 a 3 anos e meio. No entanto, essa manifestação causa transtornos enormes tanto para as famílias da criança que está mordendo quanto para o contexto social em que a criança está inserida, quer seja na escola, na casa dos avós, um parque, etc.

Geralmente os pais se sentem impotentes diante das mordidas e a tendência é proteger a criança não a expondo em situações de convívio, o que pode vir a tardar a aprendizagem de não morder o outro. Não podemos esquecer que nessa idade a criança está aprendendo a conviver e está conhecendo o mundo e seu funcionamento.

A criança morde por vários motivos: para experimentar simplesmente, para explorar e descobrir coisas, para se diferenciar, para lidar com a sua frustração, por estar com fome, com sono, por estar cansada, para chamar a atenção. Não é raro também a criança morder para ver a reação das pessoas, e isso, ao mesmo tempo que a maravilha, igualmente a assusta.

É preciso perceber se a criança morde por impulso, para reagir a algo, ou se ela morde para se comunicar. De qualquer forma é preciso educar a criança que morde a buscar um comportamento social mais adequado. Os pais darem limites a criança é bom. Demonstrar que o que ela fez doeu e que vocês não gostaram. Afirmar que vocês não deixarão que aconteça novamente transmite segurança e ajuda muito. ” Eu sei que você está cansado, mas fale pra mim ao invés de morder…” ” Não será desta forma que seu coleguinha vai brincar com você…” ” Você não pode morder as pessoas quando quer algo, é preciso dizer o que quer…” . Importante é que os pais ou professores demonstrem segurança para a criança e que eles estão ao lado dela para ajudá-la a controlar e adequar esse comportamento.
É inútil e inadequado morder a criança para ela perceber como é ruim. Isso assusta e não educa. Também não é adequado pedir que ela se coloque no lugar da criança que foi mordida. A criança nessa faixa etária não consegue se colocar no lugar do outro e avaliar a situação sob outra ótica. Pior ainda quando os pais pedem para a criança colocar-se no lugar deles. ” O que você faria se seu filho fizesse isso?” Esse tipo de orientação só deixa a criança confusa, e muitas vezes aumenta ainda mais a sensação de incompreensão do que está ocorrendo. A criança também se assusta ao morder e perceber a reação do outro. Melhor é dar outras saídas. “Meu filho, isso dói! Morda esse brinquedo”, ou então, sugira para ele morder bem forte a bolacha, mas não morder as pessoas!

É importantíssimo que a criança não se sinta culpada pelo que está acontecendo. Se os pais se desestabilizarem, acabarão gerando insegurança na criança e possivelmente ela morda ainda mais.
Em sala de aula a conduta da professora deve ser semelhante aos dos pais. À criança que morde deve demonstrar que ela pode se manifestar de forma diferente e à criança mordida explicar que o coleguinha não queria machucar, sem deixar de dar a devida importância e atender ao susto e dor da mordida.
Os educadores concordam que uma criança se desenvolve através de brincadeiras e jogos que estão relacionados, encaminhando-se de estágios mais primitivos para outros mais elaborados. Se o adultos que cercam uma criança a impediram de vivenciar,compreender e dominar cada etapa do seu desenvolvimento, ao invés de ajudarem, correm o risco de tardar a conquista da maturidade e da compreensão do mundo de seu filho.

Morder faz parte de uma das etapas do desenvolvimento e deve ser tratada dessa forma. A criança não é uma mordedora. Com calma e bom senso estamos preparando os nossos filhos para as vicissitudes da vida, que sabemos, não são poucas.

 

 

terça-feira, 20 de novembro de 2012


Girassóis e Miosótis


O girassol é flor raçuda, que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo. Ela quer luz e espaço e em busca desses objetivos, seu corpo se contorce o dia inteiro. O girassol aprendeu a viver com o sol e por isso é forte. Já o miosótis é plantinha linda, mas que exige muito mais cuidado. Gosta mais de estufa. O papel dos Pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor, incentiva ou poda na hora certa. De qualquer modo fique atento. Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho... E não proteja demais os seus miosótis. As rédeas permanecem com vocês... Mas também a tesoura e o regador. Não negue, mas não dêem tudo que querem: a falta e o excesso de cuidados matam a planta...
O girassol se vira... e como se vira!
O miosótis quando se vira, vira errado. Precisa de atenção redobrada.
Há filhos girassóis e filhos miosótis.
Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda. As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas, tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem. Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção. Todo cuidado é pouco diante deles. Reagem melindram-se, são mais egoístas que os demais, ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados. Eles estão sempre precisando de cuidados.
Assim também são os alunos, ficarão aos cuidados do professor, que como bom jardineiro, deve trabalhar em conjunto com os “JARDINEIROS PAIS” para que todas as plantinhas sejam elas girassóis ou miosótis cresçam fortes.


sábado, 6 de outubro de 2012


Escola
 
     A Escola é lugar de BRINCAR, APRENDER, CONVIVER, SONHAR e DESCOBRIR O MUNDO.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Frases inspiradoras

" Homem algum jamais foi grande sem um toque de inspiração divina" ( Marco Túlio Cícero)
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" O sonho de um mundo melhor nasce das entranhas de seu contrário." (Paulo Freire)
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"As mais belas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar." (Leonardo da Vinci)
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"A resposta é sempre um trecho do caminho que está atrás de você. Só uma pergunta pode apontar o caminho para a frente." (Gaarder)
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"Só a educação liberta" (Epicteto)
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" É possível descobrir mais sobre uma pessoa numa hora de brincadeira do que num ano de conversa." (Platão)
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" A sabedoria é um adorno na prosperidade e um refúgio na adversidade." (Aristóteles)
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"Uma palavra nos liberta de todos os fardos e dores da vida: essa palavra é o amor." (Sófocles)
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"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las." (Aristóteles)
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"Do mesmo modo que as coisas visíveis são iluminadas pelo sol, as ideias o são por uma ideia suprema." (Platão)
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"A ociosidade é que envelhece e não o trabalho." (Sócrates)
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"A natureza é a arte de Deus." (Dante Alighieri)
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"Somos o que fazemos repetidamente. A excelência não é um feito, e sim um hábito." (Aristóteles)
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Consciência Negra

Sou a alma que ontem nasceu no mundo.
Sou filha da África, dos olhos de pérolas, do sorriso de marfim, dos sons dos atabaques em noite de luar, da roda de capoeira, do jongo ao maculelê.
Sou da raça que irradia perfume de alegria.
Sou semente da história humana, de vida apesar de tanta dor.
Dos canaviais e senzalas, das mãos calejadas, exploradas e injustiçadas.
Podem tirar a minha vida, menos o direito de sonhar, de ter esperança...
De lutar por dignidade e respeito, nem que seja em grito mudo, clamando por igualdade e justiça,
E de acreditar num amanhã melhor.
(Sarah Janaína Leibovitch)


A Escola dos meus sonhos

Márcio Roberto Goes

Lá no fundo dos meus sonhos existe uma escola com amplas portas sempre abertas, onde encontram-se os professores, no início do turno, recebendo seus alunos com um caloroso abraço e um sorriso sincero de boas-vindas.
Na escola dos meus sonhos, que fica lá no fundo da minha mente e num cantinho todo especial do meu coração, existe um amplo jardim, onde crianças e jovens interagem com a natureza amando-a, respeitando-a e preservando-a de uma forma tão sólida que se reflete em seus lares voluntária e naturalmente... Lá não se vê nenhum papel no chão e todo o lixo é reciclado...
Nesta escola situada lá nos confins do meu cérebro utópico e bem no meio do meu coração apaixonado pela educação, cada professor tem a sua sala personalizada e a cada troca de turma, vai esperar, na porta, aqueles que são a razão de seu trabalho, cumprimentando-os novamente com um sorriso sincero estampado em seu rosto... Lá os professores e funcionários não se importam em “perder” parte do tempo com o relacionamento humano... Na minha “escolinha”, o professor torce e luta pelo crescimento pessoal dos seus alunos que ocupam o lugar reservado a grandes amigos em seu coração e não se importa de fugir do conteúdo e aconselhá-los de vez em quando, de uma forma despretensiosa e sincera... No educandário dos meus sonhos só se aceita professores que tenham, além da formação acadêmica, o amor ao próximo no seu currículo...
Na escola dos meus sonhos não existe livro-ponto, pois as pessoas que lá trabalham, amam o que fazem, nunca faltam e quando precisam ausentar-se por motivos inevitáveis, sentem uma grande angústia por estarem longe da sua paixão... Nesta escola, o professor é valorizado e respeitado, trabalha com uma estrutura completa, sabe fazer uso de todas as tecnologias e nunca se cansa de aprender...
Na minha escola, escondida no meio das minhas utopias, tem uma biblioteca ampla, arejada, mobiliada e (principalmente) cheia de livros, onde o aluno encontra-se com seus mestres, pois é lá que eles estão na tal “hora atividade”.
Na escola dos meus pensamentos grandiosos, não se usa mais o divã da sala dos professores, aliás nem existe tal lugar, somente um ambiente altamente agradável onde professores, alunos e funcionários passam o mesmo recreio, comem o mesmo lanche e participam das mesmas conversas... Lá no fundo da minha mente e bem no meio do meu coração, tem uma escola onde todos lutam pelos mesmos ideais, caminham na mesma estrada, rumo ao conhecimento que não se importa com a quantidade de dias letivos, acessível a todos de forma eclética e dinâmica...
De repente minha mente pára, meu coração retoma o compasso monótono, volto para a realidade e percebo que parte da escola dos meus sonhos já existe... Só a casca... Ainda está verde... E as intempéries não a deixam amadurecer como deveria.

Matrículas Abertas!

Visando qualidade de ensino a Escola de Ensino Fundamental "Aprendiz do Futuro" possui método de ensino atual e estimulador.

Com salas de aula com no máximo 16 alunos a Escola garanti atenção individualizada.

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Planejar é preciso (Rosa Maria Antunes de Barros)

O planejamento sempre foi um instrumento importante
para o ser humano, em qualquer setor da vida em sociedade: no governo, na
empresa, no comércio, em casa, na igreja ou na escola. Planejar torna possível definir
o que queremos a curto, médio e longo prazo; prever situações e obter recursos;
organizar as atividades; dividir tarefas para facilitar o trabalho; avaliar.
Nem sempre nos damos conta de como o planejamento
está presente em nosso dia-a-dia. Até mesmo uma ida ao mercado requer
planejamento, para evitar compras desnecessárias e excessos no orçamento.
Mas isso não afasta os improvisos, que fazem parte
da vida e também são esperados, em um planejamento – às vezes, são eles que dão
‘aquele tom’, isto é, mais realce e qualidade àquilo que estamos pretendendo.
Mas, e na escola, como é o planejamento?
Para muitos, é o cumprimento de uma exigência
burocrática de diretores e supervisores de ensino. Muitos professores reclamam
pelo tempo que ‘perdem’ elaborando um plano do trabalho e muitas vezes nem
chegam a consultá-lo ao longo do ano. Um documento preparado com esse espírito
com certeza não tem função no cotidiano, pois não atende a uma necessidade
prática. E o que acaba acontecendo, então? De tudo um pouco.
• Alguns professores dão aulas de improviso: Na
hora eu resolvo o que vou trabalhar com os alunos.
• Outros transformam o livro didático em plano de
trabalho e dizem: É mais prático, não tenho tempo para ficar inventando
novidades.
• Outros, ainda, copiam todos os anos o mesmo
plano: Afinal, para que mudar? Ninguém vai ler mesmo!
• E há aqueles que fazem pequenas modificações nos
planos anteriores, nem sempre muito significativas.

UM PLANEJAMENTO DE VERDADE




Mas não podemos deixar de falar dos professores
que, para elaborar seu planejamento, levam em conta:
• o tipo de aluno que a escola pretende formar;
• exigências colocadas pela realidade social;
• resultados de pesquisas sobre aprendizagem;
• contribuições das áreas de conhecimento e da didática.
Para esses professores, o
planejamento é um instrumento de fato – um meio de organizar o trabalho e
contribuir para o aprendizado dos alunos.